quarta-feira, maio 30, 2012

Botafogo: Marcelo Mattos volta a treinar com bola



Volante não treinava com o grupo desde a eliminação na Copa do Brasil, no dia 9



Marcelo Mattos - Botafogo (Foto: Paulo Sérgio)
    Volante Marcelo Mattos voltou a treinar com o 
    grupo nesta quinta-feira (Foto: Paulo Sérgio)
O volante Marcelo Mattos, do Botafogo, treinou com o grupo de jogadores na manhã desta quarta-feira, em General Severiano. O jogador que vinha treinando em separado por conta de uma lesão na coxa direita participou normalmente de um treino físico com bola por mais de uma hora. Ele teve boa movimentação.

Mattos está dora da equipe desde a derrota por 2 a 1 para o Vitória, na eliminação do time na Copa do Brasil, no dia 9.  O seu substituto tem sido Jadson. Para a terceira rodada do Brasileirão, quando o time enfrenta o Cruzeiro, no Engenhão, dia 7 de junho, Marcelo Mattos deverá estar à disposição.

Dos titulares alvinegros, apenas Renato, Lucas e Márcio Azevedo treinaram no campo. Os demais fizeram um trabalharam na academia.

No início da tarde a equipe viaja para Teresópolis, onde treina na Granja Comary, as 16h. Lá, ficam até sábado, quando retornam ao Rio e folgam no domingo.


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Novo xodó de Fogão, Jadson muda vida em 50 dias



Volante já atuou como titular em cinco jogos e se emocionou ao lembrar dos pais, que moram em Brasília


Jadson visita a redação do Lance! (Foto: Anselmo Pexe)
    Jadson visita a redação do LANCE! (Foto: Anselmo Pexe)
Há exatos 50 dias a vida de Jadson mudou. E o novo caminho começou a ser trilhado após um jogo-treino dos juniores contra o profissional. Ao ver o volante de apenas 18 anos em campo, Oswaldo de Oliveira se encantou e imediatamente o integrou ao elenco. A ascensão foi meteórica. Com apenas cinco dias no grupo, ele fez sua estreia, já como titular, no empate por 1 a 1 contra o Boavista, pela última rodada da Taça Rio.
Os quase dois meses foram suficientes para Jadson ganhar moral e se tornar peça importante, tanto que já jogou sete partidas, sendo cinco como titular. Entre elas, a eliminação da Copa do Brasil para o Vitória, a final do Carioca perdido para o Fluminense e as duas vitórias no Brasileiro, ambas de virada, contra São Paulo e Coritiba.

– Fico feliz com essa chance que estou tendo. O Oswaldo é um treinador vitorioso e me deu muita confiança. Cada jogo é uma experiência. Quando tomamos o primeiro gol contra o Coritiba, já lembrei na virada contra o São Paulo – disse Jadson, com exclusividade ao LANCENET!

Se o sonho virou realidade da noite para o dia, cada passo é acompanhado diariamente pelos seus pais, seu José e dona Francisca, que moram em Brasília e ainda não viram o filho nessa nova jornada. O último encontro aconteceu no Carnaval, quando ele ainda era um desconhecido garoto da base do Glorioso. A saudade dos pais é tamanha que Jadson não se conteve e se derramou em lágrimas ao lembrar da família na entrevista concedida ontem, na redação do LANCE!.

– Eu só gostaria de dizer a eles, que estão longe, que são muito importantes para mim, assim como minha noiva (Juliana) – disse, acompanhado de um choro emocionado.
A humildade derramada pelos seus olhos é tão impressionante como o futebol apresentado até agora. É inevitável dizer que o menino Jadson tem um brilho que impressiona.

Inteligência é admirada
Se Jadson sabe o que fazer com a bola nos pés é graças à inteligência. Pelo menos essa foi uma das características mais exaltadas pelo supervisor de futebol do Botafogo, Sidnei Loureiro, com quem o volante trabalhou na base:
– Ele é um menino de uma inteligência impressionante. Chegou ano passado aqui e rapidamente entendeu a metodologia do Botafogo, o que facilitou o destaque na equipe. Além de bom jogador, é um garoto especial – elogiou Sidnei.

Jadson diz que 2012 será o ano do Bota fazer as pazes com título



– A tendência é ter um retorno lá na frente. A base é a alma do futebol. É claro que ainda temos coisas a evoluir, principalmente na estrutura física. Estamos criando uma identidade com coragem para colocá-los em campo – explicou.

Título em cima do Flamengo foi marcante
Mesmo com a recente promoção aos profissionais, Jadson tem como momento inesquecível da curta carreira um título vencido sobre o ex-clube, Flamengo. Na final do Estadual de Juniores do ano passado, o Botafogo tirou o título do Rubro-Negro com uma vitória por 2 a 0 no primeiro jogo e um empate em 1 a 1, no segundo.
Para Jadson, em especial, a vitória teve um gosto diferente. Em 2010, o volante atuava pelo rival da Gávea, mas acabou dispensado ao fim do contrato.

– O melhor momento foi o título de juniores. Poucas vezes vi um time tão unido e determinado como aquele. O Botafogo não ganhava aquele título havia uns 10 ou 11 anos. Foi muito legal – disse o jogador, referindo-se à conquista de 2000, última do Botafogo nos juniores até o ano passado.
O volante chegou ao Rio de Janeiro em 2007 para jogar pelo CFZ. Logo foi para o Flamengo, onde atuou no time sub-17. Após deixar o Rubro-Negro, Jadson seguiu no Rio e juntou-se ao Botafogo em janeiro de 2011, tendo assinado seu primeiro contrato profissional poucos meses depois.

- Bate-BolaJadson
Volante do Botafogo, em entrevista exclusiva na redação do LANCENET!

O que mudou na sua vida nesses últimos 50 dias?
As pessoas começaram até a me reconhecer na rua e algumas até brincam comigo (risos). Estou muito feliz. É uma alegria chegar e conquistar este espaço rapidamente.

E qual é a sua próxima meta?
Meu objetivo é ficar no Botafogo por muito tempo. Então o primeiro é ser campeão brasileiro e temos um grupo forte para brigar.

Em 2016 ainda terá 22 anos. Sonha com a Olimpíada do Rio?
Eu não penso em uma Seleção específica, o sonho que tenho é chegar lá. Vou buscar na hora certa.
Você jogou nas eliminações contra Flu e Vitória. O que aprendeu?

Os jogadores se ajudaram muito. Ninguém é mais culpado que o outro. Essa união fez com que nosso time se levantasse rapidamente.

Qual a importância do Oswaldo para você e para o Botafogo?
A coerência e o pulso dele fazem a diferença. É honesto com tudo mundo e por isso tem o grupo na mão. Até os reservas entendem.

Alexandre Braz
Gabriel Andrezo
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