sábado, julho 07, 2012

Na despedida, Loco diz que quer jogar com Seedorf

Uruguaio afirma que irá pedir camisa para o holandês e diz que ele sentiu apenas 'um gostinho' do carinho dos alvinegros


Loco Abreu - Despedida (Foto: Alexandre Loureiro)
Loco Abreu espera jogar com Seedorf em 
2014 (Foto: Alexandre Loureiro)
Ídolo do Botafogo, o atacante Loco Abreu se despediu do clube nesta sexta-feira, enquanto isso, a nova referência da equipe, o holandês Seedorf se apresentava ao Glorioso com grande festa. O uruguaio, que por dois anos e meio foi a maior referência no coração dos alvinegros, afirmou que espera atuar ao lado do camisa 10 em 2014. Abreu disse ainda estar feliz por sair por empréstimo.

- Ele assinou por dois anos. Vai dar para a gente comemorar junto. Vou pedir camisa para ele, aproveitar para ver o futebol dele. A ilusão continua, de repente pego os últimos seis meses dele. Fiquei feliz quando a diretoria disse que eu só sairia por empréstimo, foi uma felicidade grande afirmou.

Emocionado em sua despedida antes de ir para o Figueirense, Loco fez reverências aà torcida do Botafogo e afirmou que Seedorf, hoje pôde sentir apenas um pouco do carinho que receberá dos fãs alvinegros.

- Hoje ele já experimentou o que a torcida tem par lhe dar. É um dia especial chegar e sentir o carinho que teve hoje. Amanhã no Engenhão será a mesma coisa, e ele começará a sentir o peso que esse clube tem - afirmou.

Abreu se despediu do Botafogo e fica no clube de Santa Catarina até o final de 2013. O centroavante de 36 anos disputou 106 jogos pelo Glorioso e marcou 63 gols.

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Terra natal de Seedorf, Suriname já virou Botafogo

Embaixador do país no Brasil está animado com a contratação

 
Seedorf com o troféu da Champions League no Suriname (Foto: Ranu Abhelakh/Reuters)
Em 2007, meia esteve no Suriname para festejar título 
da Liga dos Campeões da Uefa (Foto: Ranu Abhelakh/Reuters)
Seedorf conhece o mundo, mas nunca esqueceu as raízes. O meia é natural do Suriname, país de colonização holandesa e vizinho ao Brasil, da capital Paramaribo. Apesar de ter crescido na Holanda e ter defendido a Laranja Mecânica, o camisa 10 fala constantemente com orgulho da terra natal dele.

E o carinho do povo local é recíproco, descobriu o LANCENET!. Agora, após a chegada ao Botafogo, todo um país já torce pelo Glorioso.

Seedorf nasceu em 1 de abril de 1976, cinco meses depois da independência do Suriname, e deixou a pátria ainda jovem, acompanhado dos pais. Ele cresceu na Holanda, optando pela cidadania do país, mas é ídolo em todo Suriname. O LNET! conversou com o embaixador surinamês no Brasil, Marlon Hoesein, que falou do interesse do povo local em seguir o Fogão.

– Eu vou assistir à apresentação do Seedorf e todos os jogos. Tenho certeza de que todos farão isso no Suriname. O futebol é o esporte número 1 no país e o Milan (ITA) conquistou muitos fãs fiéis no país por conta de Seedorf. O Botafogo agora vai ganhar um país inteiro de torcedores – comentou Marlon Hoesein.

A população do Suriname é de aproximadamente 560 mil pessoas. O país sofre com dificuldades financeiras, tem indicadores sociais baixos e sofreu com um abandono de 300 mil pessoas que foram tentar a vida na Europa logo depois da independência. Mas sorri ao lembrar do filho Seedorf e do futebol dele.

– Toda criança sonha em fazer carreira no futebol quando crescer. E Seedorf nos mostra uma história magnífica. Sou orgulhoso de falar sobre um conterrâneo tão importante, reconhecido internacionalmente. Esse sentimento é geral no Suriname – disse Marlon Hoesein.

Seedorf mantém dois projetos sociais no Suriname. O primeiro se refere à investimentos em uma maternidade, enquanto o outro apoia uma liga de futebol para crianças de 9 até 15 anos. Para o país, o "muito obrigado" é em forma de amor.

– Nos unimos. O Suriname é Botafogo – afirmou Marlon Hoesein.

Visita ao país fica marcada
A última visita pública de Seedorf a Paramaribo foi em julho de 2007, em ocasião especial. O meia levou a taça original da Liga dos Campeões da Uefa para desfilar nas ruas da cidade e a população colocou as mãos na valiosa peça.

O troféu, conquistado pelo Milan (ITA) na edição de 2006/2007, é lembrado por quem viu de perto até hoje. A secretária do embaixador, Wendy van Klaveren, recordou a caminhada de Seedorf.
– Eu o conheci pessoalmente. O busquei no aeroporto com a taça. Foi especial – comentou ela.

A embaixada enviou um postal do Suriname ao LNET! para entregar a Seedorf quando possível.

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