terça-feira, julho 24, 2012

Retrospecto do Bota em casa é o quarto pior do Brasileiro


Clube tem rendimento fraco atuando no Engenhão e já iguala número de derrotas em casa do Brasileiro do ano passado



Engenhão (Foto: Fernando Soutello/AGIF)
Bota não tem ido bem no Engenhão
(Foto: Fernando Soutello/AGIF)
Se antes o Engenhão era um grande aliado do Botafogo, agora a história mudou. Os adversários não vêm tomando conhecimento da força que o Alvinegro tem em seus domínios e estão aprontando para cima do Glorioso. Com uma sequência de dois jogos em seu estádio pela frente – clássico contra o Vasco, amanhã, e o duelo contra o Figueirense, sábado – o time de General Severiano quer mudar o panorama que vive.
Neste Brasileiro, o Glorioso é o time que mais perdeu atuando em casa. Foram três derrotas – para Cruzeiro, Ponte Preta e Grêmio – mesmo número do Atlético-GO, lanterna da competição.

O rendimento em casa é preocupante. Nos seis jogos realizados, o time venceu dois, empatou um e perdeu três. O aproveitamento é o quarto pior do campeonato, com 38,88% dos pontos, campanha de clube da zona de rebaixamento.

Com menos de um terço do campeonato, o Botafogo já perdeu em seu estádio o mesmo número de vezes do ano passado. Na edição de 2011, o Alvinegro venceu 13 partidas, empatou três e perdeu três, sendo a primeira delas apenas na 33 rodada, para o Figueirense, por 1 a 0.

Se este ano o clube não anda bem quando atua junto do seu torcedor, a história é diferente quando sai de casa. Nas cinco vezes que saiu do Rio de Janeiro, o time voltou com três vitórias e um empate na bagagem.
O rendimento deixa o Alvinegro como o quarto melhor visitante ao lado do Cruzeiro e atrás apenas de Atlético-MG, Fluminense e Vasco.

Para o zagueiro Antônio Carlos, o time precisa ter um pouco mais de atenção para não ser surpreendido pelos adversários.

– Quando marcamos um gol no início do jogo, conseguimos ir bem. Quando não fazemos isso, nos perdemos um pouco – explicou.

Se antes estava na zona de classificação à Libertadores, agora o clube ocupa a oitava posição, a quatro pontos do quarto colocado.
Para virar o jogo e voltar a disputar uma posição no pelotão de cima do Brasileirão, o primeiro passo é voltar a vencer em casa.

Maior número de jogos em casa
Das 38 partidas que o Botafogo fará neste Brasileiro, 22 delas estão marcadas para o Engenhão. Além dos jogos com seu mando de campo, os clássicos, contra Flamengo, Vasco e Flu, estão marcados para o estádio João Havelange.

No ano passado, o Alvinegro jogou contra o Fluminense, na última rodada, em Volta Redonda. Além disso, as partidas contra Corinthians e Bahia aconteceram em São Januário, por conta de shows no Engenhão.

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Seedorf x Juninho: Tira-teima da final do Mundial de 98

Craques protagonizaram decisão entre Real Madrid e Vasco. Um deu passe para gol do título e outro marcou na final



Seedorf e Juninho Pernambucano (Fotos: Sport-Soccer)
Clarence Seedorf e Juninho Pernambucano se
reencontraram nesta quarta (Fotos: Sport-Soccer)

Juninho, com a camisa do Vasco, de um lado do campo. E Seedorf do outro. A cena, que poderá ser vista quarta-feira, no Engenhão, não é uma novidade. Eles estavam em campo na final do Mundial Interclubes de 1998. Na ocasião, melhor para o holandês, que defendia o Real Madrid e hoje está no Botafogo. Neste reencontro, quem sairá com o triunfo?

Na partida no Japão, Juninho e Seedorf foram protagonistas. O Reizinho foi o autor do gol do Cruz-Maltino, enquanto Seedorf deu passe para o cruzamento de Roberto Carlos – que acabou com o gol contra de Nasa – e lançou Raul, que garantiu o título para o Real.
Outro vascaíno que pode estar em campo amanhã e viveu aquele 1° de dezembro de 1998 foi Felipe. Na época ainda um jovem e promissor lateral-esquerdo, mas que teve atuação elogiável e, por pouco, não marcou um bonito gol.

Passaram-se quase 14 anos desde aquele jogo e, nesse período, Juninho marcou a história do Lyon (FRA) e, posteriormente, esteve no Al-Gharafa (QAT). Seedorf, por sua vez, defendeu a Internazionale de Milão e teve grande passagem pelo Milan, ambos da Itália.

Os dois chegaram aos seus clubes como ídolos, recepcionados pela torcida como heróis e amanhã terão a oportunidade de se reencontrar em um lugar que, talvez, nunca imaginaram: no clássico carioca entre Vasco e Botafogo.

Ao holandês, resta esperar que o final seja o mesmo de 1998 para, assim, ganhar os primeiros pontos com a camisa alvinegra. A Juninho, que desta vez o seu gol possa decretar a vitória vascaína.
Aos torcedores, que Seedorf e Juninho, mais uma vez, mostrem os motivos que os levam a serem idolatrados e ovacionados cada vez que vão a campo. Que a categoria apareça para o bem do espetáculo!

COM A PALAVRA 
Sávio Pimentel

Ex-atacante do Real Madrid (ESP) que esteve na final de 1998
"Eu olho para aquele time do Real e era um timaço: Redondo, Suker, Roberto Carlos, Morientes, Seedorf... Eu sabia que seria equilibrado e conhecia o time do Vasco. Tinha bons jogadores e experientes. Durante o jogo, o primeiro tempo foi dominado pelo Real e o segundo, pelo Vasco. Estávamos ganhando e o Juninho marcou um bonito gol de empate. Garantimos a vitória em um lampejo de visão e qualidade de Seedorf e Raul.

Tanto o Juninho quanto o Seedorf não vão render como rendiam com vinte e poucos anos. Sempre admirei o Juninho. Qualidade e índole enormes. Seedorf também. Joguei três anos com ele. Sempre foi exemplar: chegava cedo, treinava bem. Tem 36 anos e continua um jogador acima da média. A tendência é o Seedorf ajudar e acrescentar muito. É apenas questão de tempo.

Acho que vai ser um duelo bacana. São dois astros. Joguei com o Juninho um amistoso da Seleção (Holanda 2 x 2 Brasil, em 1999, no Amsterdam Arena) e também enfrentei em jogos como Bordeaux (FRA) x Lyon (FRA), Flamengo x Vasco, Flamengo x Sport... Mesmo em Florianópolis, não vou perder esse jogo. Tenho um carinho bacana por eles. Queria ir ao Rio para revê-los."

Alexandre Araújo
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