sexta-feira, agosto 17, 2012

Em jejum de quase 120 dias, Rafael Marques controla ansiedade no Bota



Último gol do atacante, que pode ser titular domingo contra o Atlético-MG, aconteceu no dia 21 de abril. De lá para cá, foram 18 jogos disputados


Rafael Marques e Doria, treino do botafogo (Foto: Fábio Castro / Agif) Depois da boa atuação na vitória por 2 a 0 sobre o Sport, quando entrou no decorrer do segundo tempo, Rafael Marques tem chances de ser titular do Botafogo no confronto com o Atlético-MG,líder do Campeonato Brasileiro, em Belo Horizonte, domingo, quando completará 120 dias sem fazer gols. O ultimo aconteceu no dia 21 de abril deste ano, na vitória do Omiya Ardija por 2 a 0 sobre o Urawa Reds, pelo Campeonato Japonês.

De lá para cá, Rafael Marques disputou oito jogos no Campeonato Japonês e mais dois pela Copa Nabisco, além dos oito em que já atuou com a camisa do Botafogo. São 18 de jejum. O atacante tem procurado fazer de tudo para mostrar sua capacidade em campo e vive a ansiedade pelo primeiro gol defendendo o novo clube.

- Estava bem confiante ontem (quarta-feira), achando que sairia o gol. Talvez, com um pouquinho mais de calma tivesse conseguido ter uma chance. Não vejo a hora de comemorar com meus companheiros e a torcida. Acho que ela quer muito isso. Sei da ansiedade deles. Estou batalhando para que ele saia o mais rapidamente possível - afirmou Rafael Marques.

Contra o Sport, antes de entrar em campo, o atacante foi mais uma vez vaiado e precisou ouvir novamente os gritos de Loco Abreu ecoarem na arquibancada do Engenhão. No entanto, terminou o jogo recebendo aplausos dos torcedores, principalmente pela dedicação apresentada em campo e com o cruzamento para o primeiro gol, marcado por Elkeson (veja o vídeo).

A cobrança começa dentro de casa com minha mulher e minha filha. Não vejo as vaias como se a torcida estivesse pegando no meu pé, mas como algo que possa me fazer render mais em campo"Rafael Marques- Procuro não me abalar ainda mais. A cobrança da torcida é válida. Ela tem esse direito de querer um bom resultado. Quando pensei em ser jogador sabia que isso iria acontecer. A cobrança começa dentro de casa com minha mulher e minha filha. Não vejo as vaias como se a torcida estivesse pegando no meu pé, mas como algo que possa me fazer render mais em campo - explicou Rafael Marques.

Dias antes do confronto com o Sport, o atacante mostrou dedicação e ficou em campo mesmo depois de todos os companheiros terem deixado o local para treinar, principalmente finalizações. Os goleiros e o auxiliar Luiz Alberto foram seus principais parceiros na empreitada, que, segundo ele, ainda não terminou.

- A gente nunca pode se acomodar. A semana foi muito produtiva. Fiquei confiante por treinador finalizações, troca de passes e posse de bola. Trabalhei muito as tabelas e acho que está faltando um pouquinho da chegada de um terceiro homem. No Japão e na Turquia, isso acontecia muito. Aqui também o campo é diferente e estou sentindo ainda um pouco de dificuldade no domínio às vezes - comentou Rafael Marques.
Gol de Elkeson aproveitando o cruzamento de Rafael Marques 















Por Fred Huber e Thales Soares 


Andrezinho crê que escassez de títulos faz com que a torcida pressione mais



Jogador faz questão de dizer que a pressão é normal, já que, segundo ele, o torcedor analisa o time de maneira passional


Andrezinho - Treino do Botafogo - (Foto: Alexandre Loureiro)
Andrezinho é um dos artilheiros do Botafogo no
Brasileirão com cinco gols (Foto: Alexandre Loureiro)
Apesar da vitória contra o Sport, a torcida do Botafogo não parou de colocar pressão no time. Contra o Sport a presença de público não foi boa, porém, o coro contra Oswaldo de Oliveira e alguns jogadores foi barulhento.

Um dos artilheiros da equipe, Andrezinho já marcou cinco gols nesse Brasileirão. Para ele, as vaias são compreensíveis já que os torcedores agem com a emoção e pensam em resultados:





Andrezinho sai em defesa de Oswaldo de Oliveira




- Torcedor pensa e age com emoção. Eles querem a vitória. Nesse tipo de situação buscamos explicações, e por vezes elas simplesmente não existem - afirmou o jogador em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, no Engenhão.

O Botafogo venceu seu último título nacional em 1995, quando ganhou o Campeonato Brasileiro. Desde então, o time venceu três campeonatos cariocas. Andrezinho também relacionou a constante pressão da torcida com o momento escasso de títulos:

- No futebol o que vale é o resultado. O Botafogo tem uma grande exigência por ser um time grande e isso passa pelo longo período sem um título de expressão. Isso faz o torcedor ter menos paciência. Ver os rivais conquistando títulos e o Botafogo não. Sabemos dessa responsabilidade. No fundo isso é gostoso, quando a ‘seca’ é longa, o prazer é maior - completou.

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