sábado, setembro 01, 2012

Botafogo tem aproveitamento pior após a entrada de Seedorf no time

Apesar de o desempenho do holandês ser bom, equipe caiu de rendimento na segunda metade do primeiro turno

Seedorf conversa com Oswaldo no treino do Bota
(Foto: Jorge William / Ag. O Globo)

Seedorf estreou com a camisa do Botafogo na 11ª rodada do Brasileiro, na partida contra o Grêmio, com uma grande festa no Engenhão. Na ocasião, o Alvinegro acabou sendo derrotado por 1 a 0. De lá para cá, o holandês esteve em campo em todas as outras nove partidas, mas, apesar de ter tido um bom desempenho individual, o aproveitamento de pontos do time caiu.

Ao fim da décima rodada, o Bota era o quinto colocado com 17 pontos (cinco vitórias, dois empates e três derrotas - 56,6%). Agora, ao fim da vigésima, tem 28 pontos (três vitórias, dois empates e cinco derrotas - 46,7%). Apesar do reforço de Seedorf, outros aspectos podem servir para explicar a queda de rendimento do time.

Na segunda metade do primeiro turno, o Bota já não contava com peças importantes que foram negociadas, como Herrera, Loco Abreu e Maicosuel. O argentino foi o primeiro a deixar o clube, após a vitória sobre o Inter por 2 a 1, no Beira-Rio. Os outros dois saíram depois da sexta rodada, após a derrota para a Ponte Preta. As peças de reposição, além de Seedorf, foram Lodeiro e Rafael Marques.

Mas ultimamente talvez a maior dificuldade do técnico Oswaldo de Oliveira seja com lesões e a impossibilidade de escalar força máxima. Recentemente, Márcio Azevedo, Fellype Gabriel, Vítor Júnior, Antônio Carlos, Andrezinho, Marcelo Mattos, Lucas Zen e Rafael Marques ficaram fora de combate. Apenas os dois primeiros já estão à disposição novamente.

Neste domingo, o Bota tem a chance de tentar iniciar uma recuperação e aliviar a pressão em cima de Oswaldo de Oliveira. A equipe enfrenta o Coritiba no Engenhão, que pode se tornar um ambiente hostil caso o resultado não seja favorável para o Alvinegro.

Por Fred Huber e Thales Soares Rio de Janeiro

Bota enfrenta histórico para manter vivo o sonho de jogar a Libertadores


Clube não participa da competição desde 1996 e luta contra retrospecto de queda no segundo turno do Brasileiro para alcançar o seu objetivo principal



Fellype Gabriel aposta na recuperação do time
(Foto: Thales Soares / Globoesporte.com)
Desde 1996, o Botafogo não disputa a Taça Libertadores. Por isso, conseguir a vaga para a competição vem se tornando uma obsessão cada vez maior, principalmente com a particiação sucessiva de seus rivais estaduais. A partir de 2007, o clube começou a flertar com a vaga, passando boa parte das rodadas próximo da sonhada zona de classificação para voltar a fazer parte da elite sul-americana.

No momento, a distância é grande, de sete pontos, para o quarto colocado (Vasco), que hoje seria o último classificado para a Libertadores. A preocupação é com o histórico no Campeonato Brasileiro. Com exceção de 2009, quando brigou para não ser rebaixado, o time se colocou como candidato a uma vaga a partir de 2007, mas o segundo turno acabou se transformando no calcanhar de Aquiles e pôs fim ao sonho ano após ano.

- Precisamos pensar no G-4. Não vencemos nos últimos três jogos e precisamos encostar nesse grupo para pensarmos em alguma coisa. Em relação ao título, está muito longe, isso é visível, mas ainda podemos entrar no G-4 - comentou Fellype Gabriel, que deve voltar ao time contra o Coritiba, domingo, no Engenhão, depois de três jogos fora por lesão.

Em comparação com a edição deste ano, o Botafogo esteve em melhores condições desde 2007, com exceção de 2009, mas acabou sofrendo uma queda de rendimento na parte final, terminando longe da zona de classificação da Libertadores. Para se ter uma ideia, a segunda melhor campanha no segundo turno nos últimos cinco anos foi justamente em 2009, quando lutou contra o rebaixamento e somou 27 pontos, finalizando no 15º lugar. A melhor aconteceu em 2010, quando fez mais 28 e, no entanto, caiu do quinto para o sexto lugar entre o primeiro o segundo turno.

No momento, o Botafogo está longe de correr riscos de rebaixamento, ocupando a oitava colocação, com 28 pontos, a segunda menor desde 2007 ao fim do primeiro turno (que terminou no empate em 0 a 0 com o Flamengo). No entanto, a situação serve de alerta para evitar uma acomodação, já que o time, por enquanto, está no limbo, ainda distante das duas zonas mais quentes da competição.

- Precisamos buscar o que tem para cima. Não podemos deixar de acreditar. Estamos em uma zona intermediária. Vamos trabalhar e nos esforçar para o Botafogo vencer os jogos e chegar ao G-4 - avisou Fellype Gabriel.

Ano1º turno (pontos)Posição2º turno (pontos)Posição final
200733           2º55           9º
2008318º537º
20092015º4715º
2010315º596º
2011345º569º












Por Thales Soares Rio de Janeiro



Postagens populares